terça-feira, 13 de outubro de 2026

COSMOLOGIAS DO TAMBOR DE MINA


Cantos, Rituais e a Preservação da Memória Afro-Brasileira

Há memórias que não podem se perder. Há cantos que precisam atravessar gerações.

O Tambor de Mina é mais que uma manifestação religiosa. É ancestralidade, espiritualidade, identidade, resistência e memória viva.

Na obra Cosmologias do Tambor de Mina: Cantos, Rituais e a Preservação da Memória Afro-Brasileira, os autores Adriano Figueiredo Leite e Diego Bragança de Moura convidam os leitores a conhecer a riqueza de uma tradição que atravessa gerações, preservada pela oralidade, pelos cantos sagrados e pelas vivências nos terreiros.

O livro reúne conhecimentos, registros e reflexões sobre os cantos, os rituais e os saberes que constituem esse importante patrimônio cultural afro-brasileiro.

Mais do que uma publicação, é uma contribuição à preservação da memória, ao reconhecimento dos saberes tradicionais e à valorização daqueles que mantêm viva a espiritualidade do Tambor de Mina.

Conhecer é respeitar. Registrar é preservar. Compartilhar é manter viva a memória.

📚 Adquira seu exemplar na Amazon:

https://www.amazon.com.br/dp/6528049289

ACALUZ — Associação Cultural Axé e Luz

Preservando saberes, valorizando tradições e fortalecendo a memória afro-brasileira.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

O Feitiço e o Ser Humano

A relação entre o ser humano e a feitiçaria é complexa e pode variar de acordo com as crenças, culturas e perspectivas individuais. A feitiçaria, como prática espiritual e mágica, tem sido uma parte intrínseca da história da humanidade em diferentes sociedades ao redor do mundo.

No âmbito geral, a feitiçaria pode ser vista como uma expressão da conexão do ser humano com o mundo espiritual e o reino das energias sutis. Ela envolve a manipulação dessas energias por meio de rituais, encantamentos, feitiços e outros métodos, com o objetivo de influenciar o mundo ao redor e realizar mudanças desejadas.

A feitiçaria muitas vezes é associada à busca por poder pessoal, cura, proteção, manifestação de desejos, compreensão da natureza humana e do universo, entre outros propósitos. Ela pode ser praticada de diferentes formas, como a bruxaria, o xamanismo, a magia cerimonial e diversas tradições espirituais e religiosas.

A relação entre o ser humano e a feitiçaria é baseada na compreensão de que os indivíduos possuem uma conexão intrínseca com as forças naturais, energias espirituais e o mundo invisível. A prática da feitiçaria permite ao ser humano explorar e interagir com essas dimensões sutis, buscando influenciar e co-criar sua realidade.

No entanto, é importante destacar que a feitiçaria também pode ser vista como uma responsabilidade. Aqueles que se envolvem com essa prática devem ter um profundo respeito pela natureza, pelas forças espirituais e pelo livre-arbítrio. É necessário considerar as consequências de suas ações, bem como agir com ética e responsabilidade ao usar o conhecimento e as habilidades da feitiçaria.

Cabe a cada indivíduo decidir como eles se relacionam com a feitiçaria, se envolvendo diretamente na prática ou não. Alguns podem abraçar a feitiçaria como uma parte essencial de sua espiritualidade e desenvolvimento pessoal, enquanto outros podem preferir seguir outras tradições ou perspectivas de vida.

Em última análise, a relação entre o ser humano e a feitiçaria é um reflexo da busca humana por conexão, poder pessoal, compreensão do mundo e manifestação de desejos. É uma jornada individual e subjetiva, na qual cada pessoa encontra seu próprio caminho e interpretação dessa prática ancestral e multifacetada.

Por. Adriano Figueiredo - Presidente da ACALUZ

Diego Bragança de Moura - Historiador da ACALUZ

sábado, 17 de junho de 2023

Tambor de Mina




O Tambor de Mina é uma tradição religiosa afro-brasileira que possui seus rituais e práticas específicas. É uma religião rica em simbolismo e conexão com a natureza, onde se cultuam divindades conhecidas como Voduns.

Os rituais no Tambor de Mina geralmente ocorrem em espaços sagrados chamados de terreiros, que são preparados e consagrados para a realização das cerimônias. Esses rituais são conduzidos por membros da comunidade religiosa, como pais e mães de santo, que possuem conhecimento e experiência na tradição.

Os rituais no Tambor de Mina podem variar em formato e conteúdo, dependendo da casa religiosa e da ocasião específica. No entanto, há elementos comuns que estão presentes na maioria das cerimônias.

Um dos principais aspectos dos rituais no Tambor de Mina é a música e a dança. Os tambores são tocados com ritmos específicos, chamados de toques, que evocam as energias das divindades e criam uma atmosfera propícia para a conexão espiritual. Os participantes dançam ao som dos tambores, movendo-se de maneiras ritmadas e expressivas, honrando e invocando as forças divinas.

Além da música e dança, os rituais envolvem oferendas e sacrifícios. As oferendas podem incluir alimentos, bebidas, velas, flores e outros elementos simbólicos. Essas oferendas são feitas como forma de agradecimento, reverência e conexão com as divindades. Os sacrifícios, quando realizados, são uma forma de renovação e purificação espiritual.

Durante os rituais, são invocadas as divindades, os Voduns, que são entidades espirituais reverenciadas na tradição. Cada Vodun possui suas características, atribuições e culto específico. Os devotos buscam estabelecer uma conexão com essas divindades, pedindo orientação, proteção e auxílio em suas vidas.

Os rituais no Tambor de Mina são eventos comunitários, nos quais os participantes se reúnem em união e devoção. É um momento de celebração da espiritualidade, de conexão com as forças divinas e de fortalecimento dos laços comunitários.

É importante ressaltar que o Tambor de Mina é uma tradição religiosa com suas particularidades regionais e variações de práticas e rituais. Portanto, é sempre recomendado buscar informações adicionais junto a praticantes e líderes religiosos do Tambor de Mina para uma compreensão mais completa e precisa desses rituais. 

Por. Adriano Figueiredo - Presidente da ACALUZ

Diego Bragança de Moura - Historiador da ACALUZ.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Vodun Badé e o Tambor de Mina


O Vodun Bagdé, também conhecido como Badé ou Keviosso, é de fato uma divindade do panteão Vodun do Tambor de Mina, associado ao trovão e à justiça. Ele é reverenciado como um poderoso Deus do Trovão e considerado um guardião da ordem e da harmonia.

Bagdé é representado como um ser imponente e poderoso, muitas vezes retratado com um machado nas mãos, símbolo de seu poder destrutivo e restaurador. Ele é considerado um agente da justiça divina, punindo aqueles que infringem as leis e os princípios morais estabelecidos pelo panteão Vodun.

Como uma divindade do trovão, Bagdé é associado a forças naturais poderosas e imprevisíveis. Sua presença é sentida através dos trovões e relâmpagos, representando tanto a força destrutiva da natureza quanto a renovação e purificação que seguem após a tempestade.

Além de seu papel na aplicação da justiça, Bagdé também é considerado um protetor e defensor dos praticantes do Tambor de Mina. Ele oferece apoio e orientação para enfrentar desafios e superar obstáculos, concedendo coragem e força para seguir em frente.

Nos rituais do Tambor de Mina dedicados a Bagdé, tambores ressoam em batidas intensas, evocando sua energia e poder. Ofertas e sacrifícios são feitos como forma de demonstrar respeito e gratidão pela presença divina. Os devotos buscam a intercessão de Bagdé para encontrar equilíbrio, justiça e proteção em suas vidas.

Como em todas as tradições religiosas, é importante respeitar e entender as nuances e particularidades do culto ao Vodun Bagdé, pois elas podem variar entre diferentes comunidades e casas religiosas do Tambor de Mina. Recomenda-se sempre buscar informações adicionais junto a fontes confiáveis e, se possível, estabelecer diálogo com praticantes e líderes religiosos para uma compreensão mais completa e precisa.

Por. Adriano Figueiredo Leite - Presidente da ACALUZ

Diego Bragança de Moura - Historiador da ACALUZ

terça-feira, 13 de junho de 2023

Noche Navezoarina: A Celebração do Amor e da Deusa Oxum no Tambor de Mina


No universo encantado do Tambor de Mina, um dos cultos afro-brasileiros mais ricos em tradição e espiritualidade, encontramos uma entidade especial chamada Noche Navezoarina. Ela é reverenciada como um Vodun, uma divindade, que representa a essência do amor e a presença de Oxum, a deusa africana associada à fertilidade, ao amor e à riqueza.

Noche Navezoarina é celebrada com fervor e devoção pelos praticantes do Tambor de Mina, que encontram nessa entidade um símbolo poderoso do amor e da conexão humana. Seu nome evoca a noite, um período mágico em que os segredos do coração são revelados e os desejos mais profundos ganham vida.

Durante as cerimônias dedicadas a Noche Navezoarina, os tambores ressoam em ritmos hipnóticos e as vozes dos participantes se unem em cantos e preces. O ambiente é preenchido com a energia do amor e da devoção, enquanto os devotos expressam seus sentimentos mais sinceros à divindade.

Através de suas manifestações, Noche Navezoarina desperta a sensibilidade das pessoas para a importância do amor em todas as suas formas. Ela incentiva a expressão dos sentimentos mais puros e genuínos, estimulando a busca pelo afeto, pela harmonia nos relacionamentos e pelo cuidado mútuo.

Como uma representação de Oxum, Noche Navezoarina também simboliza a fertilidade e a abundância. Ela traz consigo a energia vital e a capacidade de criar e nutrir tanto a vida física quanto emocional. Sua presença inspira os devotos a cultivarem o amor-próprio, a nutrirem relacionamentos saudáveis e a apreciarem a beleza e a sensualidade que permeiam o mundo.

Ao celebrar Noche Navezoarina, os adeptos do Tambor de Mina honram o poder do amor e da deusa Oxum. Eles se conectam com o sagrado feminino, encontrando equilíbrio e plenitude em sua presença. Essa celebração é um lembrete constante de que o amor é uma força transformadora capaz de trazer harmonia, alegria e prosperidade para a vida de todos.

Que Noche Navezoarina, a manifestação de Oxum, continue a inspirar os praticantes do Tambor de Mina e todos aqueles que buscam o amor em suas vidas. Que possamos aprender com essa divindade a valorizar o afeto e a conexão humana, cultivando relacionamentos saudáveis e espalhando o amor pelo mundo. 

Por. Adriano Figueiredo Leite - Presidente da ACALUZ

Diego Bragança de Moura - Historiador da ACALUZ

Obs. Imagem meramente ilustrativa